Bebê dormindo no colo da mãe em ambiente tranquilo, representando segurança e vínculo.

Fases do sono infantil: o que esperar do primeiro ano e como evitar inseguranças parentais

December 17, 20253 min read

"O sono do bebê muda muito ao longo do primeiro ano, e essas mudanças são esperadas. Quando os pais entendem o que é normal em cada fase, a ansiedade diminui e o vínculo se fortalece. Ajustar expectativas e responder ao bebê com acolhimento é essencial para evitar inseguranças parentais e experiências estressantes que podem marcar a rotina familiar."

Um dos temas que mais geram dúvidas nos pais é o sono do bebê.

Por que dorme pouco? Por que acorda tantas vezes? Por que um dia dorme bem e no outro não?

Essas variações são naturais e fazem parte do desenvolvimento neurológico da criança.

O grande desafio não é “fazer o bebê dormir como adulto”, mas entender o que esperar em cada fase e evitar pressões que aumentam a exaustão e a culpa dos pais.

O que esperar em cada fase do primeiro ano

0 a 3 meses: sono fragmentado e muita necessidade de colo

O bebê ainda não sabe diferenciar dia e noite.

Precisa mamar com frequência e acorda muitas vezes. Aqui, o sono próximo ao corpo do cuidador traz segurança e regulação emocional.

4 a 6 meses: mudanças neurológicas e mais despertares

Esse período é marcado por um salto de desenvolvimento.

É comum que o bebê acorde mais, não menos.

O cérebro está amadurecendo e precisa da presença do cuidador para se sentir seguro.

6 a 9 meses: ansiedade de separação

O bebê começa a perceber que é um ser separado da mãe.

Isso gera insegurança e pode intensificar os despertares noturnos.

A presença e o acolhimento ajudam a criança a construir confiança.

9 a 12 meses: muita descoberta, pouco descanso

Novas habilidades, como engatinhar, levantar, falar, podem atrapalhar o sono.

O bebê quer praticar até durante a madrugada.

Como evitar inseguranças parentais durante esse processo

Ajuste suas expectativas

Nenhum bebê dorme a noite toda de forma contínua.

Comparações com rotinas de outros bebês só aumentam a ansiedade.

Não interprete o despertar como falha

Acordar é fisiológico, não um problema.

Os despertares diminuem conforme o cérebro amadurece.

Acolha, não apresse

O bebê que recebe presença e calma se regula mais rápido.

Respostas bruscas, treinos rígidos ou ausência prolongada podem gerar insegurança e medo.

Confie na comunicação do bebê

Choro, inquietação e busca pelo colo são formas de pedir ajuda — não manipulação.

Conclusão

O sono do bebê é um processo em construção.

Compreender o desenvolvimento infantil e ajustar expectativas evita frustrações, reduz o estresse e torna o cuidado mais leve.

O bebê precisa de presença, acolhimento e previsibilidade — não de pressões para dormir como um adulto.

Quando os pais se sentem seguros, a criança também se sente.

Dica da Dra. Flávia Serralha:

“O sono infantil não é problema a ser resolvido, é um processo a ser acompanhado. O acolhimento dos pais é a base para noites mais tranquilas e para um desenvolvimento emocional seguro.”

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Dra. Flávia Serralha é pediatra em Uberlândia, especialista em desenvolvimento infantil e prevenção de traumas na infância. Atua com uma abordagem humanizada e baseada em evidências, ajudando famílias a compreender o comportamento e as necessidades emocionais das crianças. No blog, compartilha orientações práticas sobre sono, amamentação, alimentação, saúde emocional e parentalidade consciente, sempre com ciência, acolhimento e prevenção.

Dra. Flávia Serralha

Dra. Flávia Serralha é pediatra em Uberlândia, especialista em desenvolvimento infantil e prevenção de traumas na infância. Atua com uma abordagem humanizada e baseada em evidências, ajudando famílias a compreender o comportamento e as necessidades emocionais das crianças. No blog, compartilha orientações práticas sobre sono, amamentação, alimentação, saúde emocional e parentalidade consciente, sempre com ciência, acolhimento e prevenção.

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