
Fases do sono infantil: o que esperar do primeiro ano e como evitar inseguranças parentais
"O sono do bebê muda muito ao longo do primeiro ano, e essas mudanças são esperadas. Quando os pais entendem o que é normal em cada fase, a ansiedade diminui e o vínculo se fortalece. Ajustar expectativas e responder ao bebê com acolhimento é essencial para evitar inseguranças parentais e experiências estressantes que podem marcar a rotina familiar."
Um dos temas que mais geram dúvidas nos pais é o sono do bebê.
Por que dorme pouco? Por que acorda tantas vezes? Por que um dia dorme bem e no outro não?
Essas variações são naturais e fazem parte do desenvolvimento neurológico da criança.
O grande desafio não é “fazer o bebê dormir como adulto”, mas entender o que esperar em cada fase e evitar pressões que aumentam a exaustão e a culpa dos pais.
O que esperar em cada fase do primeiro ano
0 a 3 meses: sono fragmentado e muita necessidade de colo
O bebê ainda não sabe diferenciar dia e noite.
Precisa mamar com frequência e acorda muitas vezes. Aqui, o sono próximo ao corpo do cuidador traz segurança e regulação emocional.
4 a 6 meses: mudanças neurológicas e mais despertares
Esse período é marcado por um salto de desenvolvimento.
É comum que o bebê acorde mais, não menos.
O cérebro está amadurecendo e precisa da presença do cuidador para se sentir seguro.
6 a 9 meses: ansiedade de separação
O bebê começa a perceber que é um ser separado da mãe.
Isso gera insegurança e pode intensificar os despertares noturnos.
A presença e o acolhimento ajudam a criança a construir confiança.
9 a 12 meses: muita descoberta, pouco descanso
Novas habilidades, como engatinhar, levantar, falar, podem atrapalhar o sono.
O bebê quer praticar até durante a madrugada.
Como evitar inseguranças parentais durante esse processo
Ajuste suas expectativas
Nenhum bebê dorme a noite toda de forma contínua.
Comparações com rotinas de outros bebês só aumentam a ansiedade.
Não interprete o despertar como falha
Acordar é fisiológico, não um problema.
Os despertares diminuem conforme o cérebro amadurece.
Acolha, não apresse
O bebê que recebe presença e calma se regula mais rápido.
Respostas bruscas, treinos rígidos ou ausência prolongada podem gerar insegurança e medo.
Confie na comunicação do bebê
Choro, inquietação e busca pelo colo são formas de pedir ajuda — não manipulação.
Conclusão
O sono do bebê é um processo em construção.
Compreender o desenvolvimento infantil e ajustar expectativas evita frustrações, reduz o estresse e torna o cuidado mais leve.
O bebê precisa de presença, acolhimento e previsibilidade — não de pressões para dormir como um adulto.
Quando os pais se sentem seguros, a criança também se sente.
✨ Dica da Dra. Flávia Serralha:
“O sono infantil não é problema a ser resolvido, é um processo a ser acompanhado. O acolhimento dos pais é a base para noites mais tranquilas e para um desenvolvimento emocional seguro.”
💛 Quer mais orientações sobre saúde e desenvolvimento infantil?
Acompanhe a Dra. Flávia Serralha no Instagram e Facebook para conteúdos semanais sobre pediatria humanizada e prevenção na infância.

